Pressões

jack sparrow bússola
A bússola do Jack Sparrow ( Piratas do Caribe, vai assistir!) que, quando segurada, aponta para a coisa que mais queremos no mundo, serve para explicar que só NÓS sabemos o que nos faz feliz.

“Mas você não quer ter filhos? Você TEM que ter!”

Eu já ouvi essa frase com uma grande frequência. E aposto que alguém faz ou já fez isso com você, ditar o que você tem que fazer da sua vida. Ou pior, você faz isso com os outros (não faz, pfvr).

Só nós mesmos conhecemos o nosso Eu, o que vai nos fazer feliz. Pai e mãe, por exemplo, podem até querer o melhor para nós, mas, infelizmente, o ideal de felicidade deles não é igual ao nosso. O nosso ideal de felicidade não é igual ao dos nossos amigos. Não temos o direito nem a sabedoria para dizer o que vai fazer o outro feliz.

Quando eu estava solteira perguntavam toda hora se eu estava namorando. Mas por que eu estaria se eu não amava alguém e muito menos queria estar? Eu estaria que nem louca tentando arrumar um namorado porque dizem que não é legal estar solteira, passando por cima do meu tempo, dos acontecimentos da minha vida.

Eu poderia gastar muitas mais linhas dando exemplo de pequenas ou grandes pressões que criam sobre nossas cabeças, mas isso foi só pra dizer: Seja forte, porque só você sabe o que vai te fazer feliz, então somente você pode lutar pelo quer, somente você pode ser capitão da sua vida, porque somente você pode ver para onde a bússola, no caso o seu coração, aponta.

Pressões

Sem lição de moral

happy alone

Estava conversando com um amigo que dizia o quanto criou uma dependência emocional de uma pessoa que estava distante, e eu pensei em escrever um texto sobre como é importante ser independente emocionalmente e blabla, mas não achei que eu deveria fazer isso exatamente, porque não era o que eu fazia e o que meu coração acha certo.

Acho que é importante ter uma independência emocional sim. Afinal, temos que nos aguentar. A vida tem momentos em que, mesmo que você tenha família, muitos amigos, namorado, será necessário estar somente consigo mesmo. E isso não é ruim, é só você tirando um tempo com você mesmo –  e possivelmente descobrindo que é uma ótima companhia pra si.

Agora, convenhamos, é bom ter um outro alguém pra se encostar, pra te dar a mão e te segurar quando a escalada for difícil. Acredito ser saudável, às vezes, tirar da cabeça essa “obrigação” de ser independente e rei de si, não adianta eu chegar e dar lição e dizer que devemos ser assim 100% do tempo. Porque eu não sou assim, acredito que não serei e nem quero, sinceramente.

A questão é, devemos procurar estar bem com o nosso próprio coração, estando solteiros, namorando ou casados. Com ou sem família por perto. A única pessoa que realmente vai estar conosco 24 horas por dia somos nós mesmos, teremos que enfrentar nossas bads sozinhos. E também bons momentos, já experimentou ir numa exposição ou no cinema sozinho? Recomendo.

Enfim, disse ao meu amigo que devemos manter nossa independência emocional porque nunca sabemos quando um pé na bunda, por exemplo, vem. Mas também acho com todo meu coração, que quando ele tiver com quem compartilhar amor, ele deve fazer isso plenamente. Ele não tem que criar uma parede inquebrável entre o coração dele e o mundo exterior e perder todos os altos e baixos que a vida traz por medo.

Sem lição de moral

Coisas Boas

Aí você tá lá seguindo seu caminho, já tem certeza que certos planos não vão dar certo, segue na bad e de repente é como se sua vida fosse um pote que é virado e sacudido, então tudo muda. Um bom momento vem, aquilo que você já tinha dado como perdido, acontece!

O costume de estar mal é tanto que você demora pra perceber que aquilo aconteceu que o horóscopo tava certo e sua vida ia mudar, que as coisas deram certo. Mas a questão aqui não é dizer que algo bom ocorreu, que eu me sinto feliz com isso etc. A questão é o estranhamento de lidar com um momento bom.

Eu me imaginava explodindo de alegria, que nem uma maluca, mas sinto que minha felicidade vem aos poucos. Eu fiquei desconfiada das coisas boas, fiquei pé no chão. É como se minha alegria estivesse tímida e fosse aos poucos se soltando. Também percebi que eu, infelizmente, ligo mais pra opinião dos outros do que eu pensava. Tive que me forçar a pensar “eu não posso deixar de fazer o que faz meu coração sorrir porque os outros vão estranhar”.

Enfim, cada tristeza e felicidade tem sua peculiaridade, porque vêm em momentos da vida diferentes e por razões diferentes, e é necessário conseguir viver e lidar com elas – mesmo a tristeza, que é certamente mais difícil e que não se pode culpar-se por vivê-la. Mas tudo que passamos nos traz momentos e sabedorias únicas, e é isso que eu espero continuar a ter da minha vida.

p.s.: E eu não quero colocar uma imagem nesse post porque sinceramente não consigo pensar em algo representativo pra o que sinto rs. Então em vez de imagem vou só desejar muito amor pra vocês, que é melhor.

Coisas Boas

Eu, eu mesma e eu

brain - citation of pink floyd
nem ouço pink floyd, só achei que tinha a ver rs

Acho que um dos meus maiores medos é estar sozinha, terminar sozinha. Na verdade, tenho a impressão que esse é o maior medo de grande parte dos seres humanos (sim, eu não tenho embasamento algum pra falar isso, é só “achismo”). Às vezes precisamos estar sozinhos, refletirmos sobre nós mesmos e o mundo. Mas começa a ficar difícil quando você percebe que está tendo espaço demais para ficar consigo mesmo. Quando você fica louco pra receber uma palavra que seja, uma mensagem que seja. Passar tempo com pessoas.

Pode ser pior ainda se estar com você mesmo for algo que pode ser destrutivo, quando seus pensamentos só contribuem pra te colocar mais para baixo. Quando você prefere mil vezes ouvir a música alta nos seus ouvidos do que ouvir a voz dos seus pensamentos. É triste porque, em toda a vida, a pessoa com quem você mais terá que lidar é você mesmo. Sempre que penso “se existisse outra de mim, eu seria amiga dessa pessoa?”, minha resposta é não. Eu não sei lidar comigo mesma internamente, na esfera dos meus pensamentos e acho que a forma que os externo e que lido com o mundo não é como eu gostaria que fosse.

Penso que falta um pingo de aceitação pessoal, e mais vários pingos de auto-conhecimento, não consigo pensar de uma forma construtiva, em que eu possa vir a me conhecer e assim, entender e melhorar algo em mim. Como eu já disse em um texto anterior, não tenho a mínima ideia do que fazer daqui pra frente, mas estou tentando enxergar algo, então vou tentando catar respostas pelo caminho – se é que essas existem – mas creio que lidar bem comigo mesma seja um bom começo.

Eu, eu mesma e eu

Perdida

One way or another?Quando mais nova eu era daquelas pessoas que sabiam o que queriam. Eu sabia que eu queria ir pra o Cefet no ensino médio, sabia o curso que eu queria fazer. Sabia que eu queria ir pra universidade federal, e sabia qual era a federal que eu queria. Não demorou muito pra eu escolher o curso também. Quando mais nova ainda, criança, eu sabia que queria casar, a idade que isso iria acontecer e quantos filhos queria ter.

O tempo passou e algumas coisas seguiram da forma que eu esperava, outras não. Coisas que eu tinha certeza que eu queria, eu não quero mais. Muita coisa eu desejei e não consegui. Além disso, eu mudei, o mundo à minha volta mudou e tudo passou a ter um sentido diferente. O padrão de vida que eu idealizava quando criança ou pré-adolescente simplesmente não vai ser possível, eu não sou a adulta comum que eu pensava que seria, não dentro daquele padrão que minha mãe e a mídia da época mostravam.

Eu me desespero quando perguntam sobre o futuro, sobre o que vou fazer quando eu terminar a faculdade, sobre sonhos. Porque eu simplesmente não sei, e no meu caso em particular, quando eu terminar a faculdade terei algumas decisões além de “emprego ou mestrado?”. As coisas tem se mostrado complicadas no momento. As poucas ideias que eu tenho do que pode vir a acontecer, que eu vou fazer, são de caminhos óbvios mas que eu não creio que vão me fazer feliz.

Talvez eu tenha tomado alguma decisão errada, me iludido e me perdido demais. Não sei. Só sei que hoje eu estou aqui e não tenho ideia do que fazer. Tenho a impressão de que preciso me reinventar completamente. Eu me sinto perdida em todas as áreas possíveis da minha vida. Pra variar, também não tenho ideia do que fazer pra me reinventar, então por enquanto eu simplesmente vou me deixando levar, não sei até quando. Talvez daqui há 10, 20 anos ainda possa estar assim, ou ter me achado um pouco mais, eu só espero, no mínimo, ter coletado muito mais coisas boas da vida do que ruins.

Ah, e se você também está perdido, saiba que definitivamente não é o único a se sentir assim.

Perdida

Ai, a paixão

amor

Li um texto dia desses com o qual concordei. Nele, a autora falava que não gostava de se apaixonar. Que sim, era bom o sentimento de paixão, mas quando tudo acabava, o sentimento era tão ruim que não compensava o tempo apaixonada. Eu sei o quão mal eu fico com desilusões amorosas, todos ficam mal, mas uns superam mais rápido, ou sofrem menos. Eu sofro tudo o que tenho que sofrer por um bom tempo. Como entrada, prato principal, sobremesa e ainda repito nesse negócio de sofrer por paixão.

A questão é que eu não sei se consigo viver sem isso e se quero viver sem isso. Amar, sofrer, ganhar, quebrar a cara, faz parte. Tudo isso simplesmente faz parte da vida. Não posso ser masoquista ou boba e ficar para sempre apostando em algo sem futuro, mas não quero deixar de viver coisas boas porque amanhã eu posso vir a sofrer. Hoje eu posso estar em um chato processo de superação, mas isso termina. Pode demorar mais um pouquinho e essa coisa que é a paixão pode ainda não ter se acalmado, mas vai.

Então eu concordo que paixão muitas vezes pode não compensar, mas muita coisa nessa vida pode acabar não compensando. E já que é assim, por enquanto quero ficar na minha e sair fortalecida disso, mas depois eu sei bem que vou acabar simplesmente voltando a essas coisas que não compensam.

Ai, a paixão

Crise Existencial

Crise existencial é algo que eu vivo tendo e ultimamente com maior frequência. Isso me fez inclusive ficar afastada do blog, porque eu me sinto muito hipócrita de dar dicas e falar coisas que eu quero que ajudem e deixem as pessoas felizes, sendo que nem eu mesma estou conseguindo me fazer feliz. Mas pensando bem, eu não sou a única a ter crises no mundo né rs?

Na verdade todas as minhas crises existenciais mais fortes me trouxeram grandes aprendizados. Olhando para trás eu vejo que eu sempre saí mais fortalecida. E por isso é bom estar triste? Não. Claro que não. Mas a questão é que para não me derrubar por completo, tenho que encontrar minha alegria em pequenas coisas, uma delas pode ser a simples esperança de que quando eu voltar a ficar alegre, eu vou ganhar muito mais que um sorriso, eu vou ganhar sabedoria.

Dessa vez, acredito que eu vá aprender a me pôr no mais no controle. Afinal, no momento, os motivos principais que me deixam pra baixo são por culpa minha, por expectativas que criei. Eu percebi que sempre concordei com “você não pode esperar que o outro te faça feliz, você tem que ser feliz por você mesmo”, mas eu mesma não colocava isso em prática – infelizmente, ainda não coloco. Eu não posso esperar que aquele cara vá me trazer a felicidade que falta. Se eu tô triste e insegura hoje, eu tenho que ir atrás de mudar isso, não só esperar pelo fulano.

Enfim, esse texto é mais para mim mesma do que para outras pessoas, é para que eu me lembre de seguir em frente, para eu lembrar que hoje pode estar ruim, e é por isso mesmo que eu tenho que seguir em frente e fazer algo por mim, para que o futuro seja diferente.

Crise Existencial

Começo, meio e fim

way arrow street artÉ incrível como a vida realmente dá voltas e nos leva a lugares que jamais imaginamos. Claro que podemos planejar, tentar o máximo que podemos manter tudo como queremos, fazer do nosso caminho algo traçado. Mas não podemos controlar tudo. Não podemos controlar o sentimento alheio, obrigar que alguém nos ame e queira ficar com a gente. Não dá para fazer com que os amigos deixem de ir para onde suas vidas os levam, e nem sempre leva para destinos próximos aos nossos, e o afastamento é quase certo. Além de vários outros acontecimentos que podem mudar nosso ambiente, e não falo exatamente de ambiente físico, mas de ambiente pessoal, de quem nos rodeia.

Afastamentos entristecem? Sim, e pelo menos a mim, bastante. Principalmente quando você percebe o aparecimento dessa crescente distância. Você gosta bastante de uma pessoa, mas percebe que cada vez se falam menos, se veem menos. E doi. A vida, porém, tem gratas e gostosas surpresas. Enquanto pessoas amadas se vão, seja por qual motivo for, novas pessoas vem, e melhor: Antigas pessoas muito amadas voltam a fazer parte da sua vida! É dor e amor, tristeza e felicidade ao mesmo tempo. Uma grande confusão. E nesse meio, é difícil de controlar qual sentimento predomina, o que te põe pra baixo, ou o que põe um sorriso no rosto. Transições de momentos de vida não são como trocar a roupa.

A questão é que há um começo, um meio e um fim, sendo que esse fim nem sempre é “para sempre” como aprendemos com as novelas ou livros, porque pessoas e situações vem e vão, ou nunca surgem, ou nunca voltam. Isso às vezes machuca, há tempos em que nos sentimos melhor rodeados, há tempos que não, ficamos insatisfeitos e carentes. Mas o importante é ter a consciência de vai passar, desde o começo, tanto o que bom, quanto o que é ruim. Não é fácil, eu tô sentindo na pele o quanto não é fácil, mas é certo é preciso se alegrar e valorizar o que se tem e enquanto se tem. E esse é o meu esforço.

Começo, meio e fim

O que ando jogando? Hay Day!

10339652_828471900570712_6872314485919762843_n

Como ainda estou de férias da faculdade (e torcendo pra não ter greve cof cof) e não estou com dinheiro pra sair muito, eu basicamente passo o dia em casa alimentando meus vícios: Internet e joguinhos pra celular, mais exatamente Hay Day.

Não sei se vocês lembram daqueles joguinhos do falecido Orkut: Colheita feliz e Mini Fazenda. Gente, me julguem, mas eu era viciada demais naquilo (não chegava a ser estilo Tulla Luana, muito maravilhosa). Pois bem, Hay Day é mais ou menos nesse estilo: Você planta, colhe, cria uns animais, aí colhe o leite das vaquinhas, o bacon dos porquinhos e assim em diante. Tem algumas diferenças com relação aos jogos citados, claro, mas é tão viciante quanto, pra mim. Você pode conectar com o facebook e entrar na fazenda dos seus amiguinhos que também jogam e vocês podem se amar e jogar muito interagir.

O jogo é um aplicativo pra dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Eu jogo no celular e no computador . Pra jogar no pc uso um emulador Android (que basicamente é um software que permite usar aplicativos do Android no computador). Caso se interesse em baixar o jogo, tem na Apple Store e no Google Play. Ah, importante: Isso nem é publi, sou só eu querendo compartilhar meu vício mesmo.

Beijos. Fiquem com uma fotinho de um pedaço da minha fazenda:

hay day

 

O que ando jogando? Hay Day!

O quanto conhecemos o outro?

Eu não sei se vocês já tiveram a experiência de ler um blog de um amigo, mas um blog daqueles com textão, sabe!? Eu sempre me surpreendo quando eu leio textos de amigos, sempre descubro um lado que eu nunca imaginei existir em pessoas às vezes tão próximas de mim.

Nunca podia imaginar que aquela menina meio fria na verdade escreve vários textos românticos e fervorosos. Aquele menino que parece super equilibrado na verdade é super ansioso e sofre com isso. Eu frequentemente chego às mesmas conclusões: O ser humano é multifacetado, cheio de meandros, muito difícil de se conhecer por completo. Fora o fato de que estamos em constante mudança (ainda bem!).

Por isso também é muito difícil julgar alguém e suas atitudes e decisões. Nunca sabemos por tudo o que a pessoa já passou e passa, jamais. Não sabemos como ela pensa. Muitas vezes temos dificuldade para organizar e entender nossa própria mente, imagine a mente alheia. Não estou dizendo que eu não julgo, claro que acabo caindo nessa, mas tenho tentado evitar.

Eu penso também o quanto meus amigos se surpreenderiam se lessem o que eu escrevo – apesar de eu não escrever tanto assim. Eu acho divertido ver as reações quando entram no meu last.fm pra ver o que eu escuto, porque as pessoas sempre se surpreendem.

Termino com uma imagem que tem uma frase que me fez refletir bastante quando a li e que eu tento tornar realidade na minha vida, apesar de ter falhado ultimamente, admito.

be kind
“Todas as pessoas que você encontra estão lutando uma batalha sobre a qual você nada sabe. Seja gentil. Sempre”

Beijos

 

O quanto conhecemos o outro?