Bolo de Cenoura

Não, não é uma receita de bolo de cenoura. Eu venho falar de talentos e missões. Na verdade, grande parte do meu discurso é inspirado numa fala da Flávia Melissa, que cada um tem sua missão na Terra e sua missão pode ser até fazer o melhor bolo de cenoura que há.

Foi ótimo para mim ouvir isso, pois estamos numa época em que tudo é inovação: Se você é jovem você TEM que ter espírito empreendedor, TEM que ter novas ideias senão é só mais um. Claro que é muito legal que pessoas criem algo novo, empreendam. De fato, é uma das partes importantes para que o mundo vá para frente. A questão é que nem todos tem esse talento, esse dom ou essa missão (eu, sinceramente, creio que não tenho).

Hoje, não importa se você é muito bom executando uma tarefa, se aquela ideia não é genuinamente sua, você “não é tão bom assim”, acaba sendo desvalorizado. Se você trabalha desenvolvendo algo, você é legal. Mas se você tem ideias, você é super legal. Ainda que sequer trabalhe naquela ideia.

A questão é que nem todo mundo vai revolucionar a humanidade, vai criar a máquina do tempo e mais trocentas coisas muito legais. Mas, se você for bom fazendo uma coisa muito pequena, que talvez só uma ou duas pessoas reparem, ou só você mesmo repare, porque é algo muito simples e pessoal, mas é feito por você e TE faz feliz (como um bolo de cenoura), isso já um grande motivo pra você sorrir e saber que, sim, você faz algo especial nesse universo.

 

 

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Bolo de Cenoura

O que tenho aprendido ultimamente

Ok, esse é um post meio egoísta, ele é mais para mim do que para o público, mas vocês podem talvez concordar comigo, aprender ou me ensinar algo.

1- Saiba dizer não

Não quer sair com seus amigos? Quer curtir netflix ou poupar sua grana? Então fica no netflix. Poupa sua grana. Seu amigo tem um projeto super interessante e está empolgado que você participe mas isso não te interessa minimamente? Então diz que não vai rolar. Você vai deixar uma ou outra pessoa chateada, sim. Mas a sensação de estar fazendo algo “super legal” forçada é péssima, a última pessoa curtindo é você. Se poupe. e seja compreensivo quando levar um não também.

2 – As coisas não vem sem esforço

Não vamos falar das questões de que alguns são mais favorecido$, até porque já sabemos disso e a questão não é só dinheiro. Quer conquistar alguém que nem te olha? Dependendo da pessoa, vai ter que ralar. Quer manter um namoro legal? Vai ter que ralar e ter auto-controle. Notas boas, aprovação num concurso, dinheiro pra uma viagem. Vem de esforço.

3 – Pessoas vão falar de você, você vai falar de pessoas e é isso.

O ideal é cada um viver sua vidinha e deixar a do outro em paz, mas não é assim. As pessoas vão falar de você, porque você se veste com a roupa tal ou porque amanheceu certo dia de cara feia, porque começou ou terminou um relacionamento. Não importa. Vão falar. Lide com isso, mas não se importe absurdamente. Você vai acabar falando de alguém em algum momento também, acontece. Viva a sua vida.

4 – O mundo do facebook e do twitter é um. O mundo real é outro.

Já sabia disso, mas cada vez acho mais e mais diferente. Em tudo. Não tenho amigos homofóbicos, por exemplo, ainda bem! Então quando estou no facebook tá tudo bem, gays e héteros se respeitam, como deve ser <3. Mas basta colocar o pé nesse mundão real e ver como esse respeito não existe em tantas pessoas quanto você imaginava </3.

A fulana posta foto com a filha e é um amor de mãe lindo de ver. Mas na prática a pessoa não tem a mínima paciência com a criança e chega a bater num ser que nem dois anos tem. Aquele cara super legal, dentro de casa é super grosso com a esposa. Não inventei isso, estou falando de casos reais. Facebook ————- abismo ————- vida real.

5 – A mente é extremamente forte

Tudo a sua volta pode estar maravilhoso. Se você estiver num dia pessimista e seu cérebro estiver jogando desconfianças e chatices em você, já era. Assim, como num dia que você esteja pensando coisas legais, mesmo que haja situações ruins à sua volta, você vai se manter firme. É difícil controlar a mente, mas tente mantê-la saudável. Medite, trate do seu emocional, da sua parte espiritual, se isso for importante pra você. Tem condições de fazer análise? Faça. Pratique esse amor próprio.

Essas foram as cinco primeiras coisas que vieram a minha cabeça do que tenho aprendido durante os últimos meses, espero aprender mais e mais nos próximos 🙂

O que tenho aprendido ultimamente

Insegurança?

don't lose yourself in your fearSabe quando as coisas na sua vida estão fluindo tão normalmente e supostamente você deveria estar de cabeça fria mas não está? Então.

Os mais esotéricos diriam que é porque eu sou capricorniana, logo, pessimista (não desacredito dessa tese, na verdade). Mas a questão é ver como a mente é forte, mesmo estando praticamente tudo certo no ambiente externo, a sua mente fica jogando frases do tipo “mas e se isso ou aquilo não der certo? não durar? etc etc”. É chato.

E, sabe, não dá pra fugir dos próprios pensamentos. Não sei se é uma mente negativa  tipicamente capricorniana, se é uma insegurança que até então desconhecia, medo de perder algo muito valioso. Não sei.

No momento, só quero me cercar de calma e energias boas na medida do possível, e não deixar o pessimismo tomar conta, porque sinceramente, ele não tem ajudado em nada.

Insegurança?

Sem lição de moral

happy alone

Estava conversando com um amigo que dizia o quanto criou uma dependência emocional de uma pessoa que estava distante, e eu pensei em escrever um texto sobre como é importante ser independente emocionalmente e blabla, mas não achei que eu deveria fazer isso exatamente, porque não era o que eu fazia e o que meu coração acha certo.

Acho que é importante ter uma independência emocional sim. Afinal, temos que nos aguentar. A vida tem momentos em que, mesmo que você tenha família, muitos amigos, namorado, será necessário estar somente consigo mesmo. E isso não é ruim, é só você tirando um tempo com você mesmo –  e possivelmente descobrindo que é uma ótima companhia pra si.

Agora, convenhamos, é bom ter um outro alguém pra se encostar, pra te dar a mão e te segurar quando a escalada for difícil. Acredito ser saudável, às vezes, tirar da cabeça essa “obrigação” de ser independente e rei de si, não adianta eu chegar e dar lição e dizer que devemos ser assim 100% do tempo. Porque eu não sou assim, acredito que não serei e nem quero, sinceramente.

A questão é, devemos procurar estar bem com o nosso próprio coração, estando solteiros, namorando ou casados. Com ou sem família por perto. A única pessoa que realmente vai estar conosco 24 horas por dia somos nós mesmos, teremos que enfrentar nossas bads sozinhos. E também bons momentos, já experimentou ir numa exposição ou no cinema sozinho? Recomendo.

Enfim, disse ao meu amigo que devemos manter nossa independência emocional porque nunca sabemos quando um pé na bunda, por exemplo, vem. Mas também acho com todo meu coração, que quando ele tiver com quem compartilhar amor, ele deve fazer isso plenamente. Ele não tem que criar uma parede inquebrável entre o coração dele e o mundo exterior e perder todos os altos e baixos que a vida traz por medo.

Sem lição de moral