Amor

Eu não sei se eu te amo. Se eu me importo sempre. Se eu te quero sempre.

Se amor for essa constante, esse desejar e pensar e se preocupar 24/7, aí eu não te amo. Mas se amor for algo mais próximo de lembrar do bem que você me faz, mas não a cada minuto, de não desejar você ardentemente toda hora, mas adorar sua presença e querer sua felicidade acima de tudo, então eu te amo.
Eu não sei ser posse, nem possuir. Talvez isso me confunda, te confunda. Não sei me doar, não sei te receber, mas sinto que a gente junto consegue formar algo muito bom. Talvez não sejamos um, mas dois que juntos -ou separados- formam algo belo e especial.

Amor

O que tenho aprendido ultimamente

Ok, esse é um post meio egoísta, ele é mais para mim do que para o público, mas vocês podem talvez concordar comigo, aprender ou me ensinar algo.

1- Saiba dizer não

Não quer sair com seus amigos? Quer curtir netflix ou poupar sua grana? Então fica no netflix. Poupa sua grana. Seu amigo tem um projeto super interessante e está empolgado que você participe mas isso não te interessa minimamente? Então diz que não vai rolar. Você vai deixar uma ou outra pessoa chateada, sim. Mas a sensação de estar fazendo algo “super legal” forçada é péssima, a última pessoa curtindo é você. Se poupe. e seja compreensivo quando levar um não também.

2 – As coisas não vem sem esforço

Não vamos falar das questões de que alguns são mais favorecido$, até porque já sabemos disso e a questão não é só dinheiro. Quer conquistar alguém que nem te olha? Dependendo da pessoa, vai ter que ralar. Quer manter um namoro legal? Vai ter que ralar e ter auto-controle. Notas boas, aprovação num concurso, dinheiro pra uma viagem. Vem de esforço.

3 – Pessoas vão falar de você, você vai falar de pessoas e é isso.

O ideal é cada um viver sua vidinha e deixar a do outro em paz, mas não é assim. As pessoas vão falar de você, porque você se veste com a roupa tal ou porque amanheceu certo dia de cara feia, porque começou ou terminou um relacionamento. Não importa. Vão falar. Lide com isso, mas não se importe absurdamente. Você vai acabar falando de alguém em algum momento também, acontece. Viva a sua vida.

4 – O mundo do facebook e do twitter é um. O mundo real é outro.

Já sabia disso, mas cada vez acho mais e mais diferente. Em tudo. Não tenho amigos homofóbicos, por exemplo, ainda bem! Então quando estou no facebook tá tudo bem, gays e héteros se respeitam, como deve ser <3. Mas basta colocar o pé nesse mundão real e ver como esse respeito não existe em tantas pessoas quanto você imaginava </3.

A fulana posta foto com a filha e é um amor de mãe lindo de ver. Mas na prática a pessoa não tem a mínima paciência com a criança e chega a bater num ser que nem dois anos tem. Aquele cara super legal, dentro de casa é super grosso com a esposa. Não inventei isso, estou falando de casos reais. Facebook ————- abismo ————- vida real.

5 – A mente é extremamente forte

Tudo a sua volta pode estar maravilhoso. Se você estiver num dia pessimista e seu cérebro estiver jogando desconfianças e chatices em você, já era. Assim, como num dia que você esteja pensando coisas legais, mesmo que haja situações ruins à sua volta, você vai se manter firme. É difícil controlar a mente, mas tente mantê-la saudável. Medite, trate do seu emocional, da sua parte espiritual, se isso for importante pra você. Tem condições de fazer análise? Faça. Pratique esse amor próprio.

Essas foram as cinco primeiras coisas que vieram a minha cabeça do que tenho aprendido durante os últimos meses, espero aprender mais e mais nos próximos 🙂

O que tenho aprendido ultimamente

Sem lição de moral

happy alone

Estava conversando com um amigo que dizia o quanto criou uma dependência emocional de uma pessoa que estava distante, e eu pensei em escrever um texto sobre como é importante ser independente emocionalmente e blabla, mas não achei que eu deveria fazer isso exatamente, porque não era o que eu fazia e o que meu coração acha certo.

Acho que é importante ter uma independência emocional sim. Afinal, temos que nos aguentar. A vida tem momentos em que, mesmo que você tenha família, muitos amigos, namorado, será necessário estar somente consigo mesmo. E isso não é ruim, é só você tirando um tempo com você mesmo –  e possivelmente descobrindo que é uma ótima companhia pra si.

Agora, convenhamos, é bom ter um outro alguém pra se encostar, pra te dar a mão e te segurar quando a escalada for difícil. Acredito ser saudável, às vezes, tirar da cabeça essa “obrigação” de ser independente e rei de si, não adianta eu chegar e dar lição e dizer que devemos ser assim 100% do tempo. Porque eu não sou assim, acredito que não serei e nem quero, sinceramente.

A questão é, devemos procurar estar bem com o nosso próprio coração, estando solteiros, namorando ou casados. Com ou sem família por perto. A única pessoa que realmente vai estar conosco 24 horas por dia somos nós mesmos, teremos que enfrentar nossas bads sozinhos. E também bons momentos, já experimentou ir numa exposição ou no cinema sozinho? Recomendo.

Enfim, disse ao meu amigo que devemos manter nossa independência emocional porque nunca sabemos quando um pé na bunda, por exemplo, vem. Mas também acho com todo meu coração, que quando ele tiver com quem compartilhar amor, ele deve fazer isso plenamente. Ele não tem que criar uma parede inquebrável entre o coração dele e o mundo exterior e perder todos os altos e baixos que a vida traz por medo.

Sem lição de moral

Coisas Boas

Aí você tá lá seguindo seu caminho, já tem certeza que certos planos não vão dar certo, segue na bad e de repente é como se sua vida fosse um pote que é virado e sacudido, então tudo muda. Um bom momento vem, aquilo que você já tinha dado como perdido, acontece!

O costume de estar mal é tanto que você demora pra perceber que aquilo aconteceu que o horóscopo tava certo e sua vida ia mudar, que as coisas deram certo. Mas a questão aqui não é dizer que algo bom ocorreu, que eu me sinto feliz com isso etc. A questão é o estranhamento de lidar com um momento bom.

Eu me imaginava explodindo de alegria, que nem uma maluca, mas sinto que minha felicidade vem aos poucos. Eu fiquei desconfiada das coisas boas, fiquei pé no chão. É como se minha alegria estivesse tímida e fosse aos poucos se soltando. Também percebi que eu, infelizmente, ligo mais pra opinião dos outros do que eu pensava. Tive que me forçar a pensar “eu não posso deixar de fazer o que faz meu coração sorrir porque os outros vão estranhar”.

Enfim, cada tristeza e felicidade tem sua peculiaridade, porque vêm em momentos da vida diferentes e por razões diferentes, e é necessário conseguir viver e lidar com elas – mesmo a tristeza, que é certamente mais difícil e que não se pode culpar-se por vivê-la. Mas tudo que passamos nos traz momentos e sabedorias únicas, e é isso que eu espero continuar a ter da minha vida.

p.s.: E eu não quero colocar uma imagem nesse post porque sinceramente não consigo pensar em algo representativo pra o que sinto rs. Então em vez de imagem vou só desejar muito amor pra vocês, que é melhor.

Coisas Boas

Ai, a paixão

amor

Li um texto dia desses com o qual concordei. Nele, a autora falava que não gostava de se apaixonar. Que sim, era bom o sentimento de paixão, mas quando tudo acabava, o sentimento era tão ruim que não compensava o tempo apaixonada. Eu sei o quão mal eu fico com desilusões amorosas, todos ficam mal, mas uns superam mais rápido, ou sofrem menos. Eu sofro tudo o que tenho que sofrer por um bom tempo. Como entrada, prato principal, sobremesa e ainda repito nesse negócio de sofrer por paixão.

A questão é que eu não sei se consigo viver sem isso e se quero viver sem isso. Amar, sofrer, ganhar, quebrar a cara, faz parte. Tudo isso simplesmente faz parte da vida. Não posso ser masoquista ou boba e ficar para sempre apostando em algo sem futuro, mas não quero deixar de viver coisas boas porque amanhã eu posso vir a sofrer. Hoje eu posso estar em um chato processo de superação, mas isso termina. Pode demorar mais um pouquinho e essa coisa que é a paixão pode ainda não ter se acalmado, mas vai.

Então eu concordo que paixão muitas vezes pode não compensar, mas muita coisa nessa vida pode acabar não compensando. E já que é assim, por enquanto quero ficar na minha e sair fortalecida disso, mas depois eu sei bem que vou acabar simplesmente voltando a essas coisas que não compensam.

Ai, a paixão

Crise Existencial

Crise existencial é algo que eu vivo tendo e ultimamente com maior frequência. Isso me fez inclusive ficar afastada do blog, porque eu me sinto muito hipócrita de dar dicas e falar coisas que eu quero que ajudem e deixem as pessoas felizes, sendo que nem eu mesma estou conseguindo me fazer feliz. Mas pensando bem, eu não sou a única a ter crises no mundo né rs?

Na verdade todas as minhas crises existenciais mais fortes me trouxeram grandes aprendizados. Olhando para trás eu vejo que eu sempre saí mais fortalecida. E por isso é bom estar triste? Não. Claro que não. Mas a questão é que para não me derrubar por completo, tenho que encontrar minha alegria em pequenas coisas, uma delas pode ser a simples esperança de que quando eu voltar a ficar alegre, eu vou ganhar muito mais que um sorriso, eu vou ganhar sabedoria.

Dessa vez, acredito que eu vá aprender a me pôr no mais no controle. Afinal, no momento, os motivos principais que me deixam pra baixo são por culpa minha, por expectativas que criei. Eu percebi que sempre concordei com “você não pode esperar que o outro te faça feliz, você tem que ser feliz por você mesmo”, mas eu mesma não colocava isso em prática – infelizmente, ainda não coloco. Eu não posso esperar que aquele cara vá me trazer a felicidade que falta. Se eu tô triste e insegura hoje, eu tenho que ir atrás de mudar isso, não só esperar pelo fulano.

Enfim, esse texto é mais para mim mesma do que para outras pessoas, é para que eu me lembre de seguir em frente, para eu lembrar que hoje pode estar ruim, e é por isso mesmo que eu tenho que seguir em frente e fazer algo por mim, para que o futuro seja diferente.

Crise Existencial

Começo, meio e fim

way arrow street artÉ incrível como a vida realmente dá voltas e nos leva a lugares que jamais imaginamos. Claro que podemos planejar, tentar o máximo que podemos manter tudo como queremos, fazer do nosso caminho algo traçado. Mas não podemos controlar tudo. Não podemos controlar o sentimento alheio, obrigar que alguém nos ame e queira ficar com a gente. Não dá para fazer com que os amigos deixem de ir para onde suas vidas os levam, e nem sempre leva para destinos próximos aos nossos, e o afastamento é quase certo. Além de vários outros acontecimentos que podem mudar nosso ambiente, e não falo exatamente de ambiente físico, mas de ambiente pessoal, de quem nos rodeia.

Afastamentos entristecem? Sim, e pelo menos a mim, bastante. Principalmente quando você percebe o aparecimento dessa crescente distância. Você gosta bastante de uma pessoa, mas percebe que cada vez se falam menos, se veem menos. E doi. A vida, porém, tem gratas e gostosas surpresas. Enquanto pessoas amadas se vão, seja por qual motivo for, novas pessoas vem, e melhor: Antigas pessoas muito amadas voltam a fazer parte da sua vida! É dor e amor, tristeza e felicidade ao mesmo tempo. Uma grande confusão. E nesse meio, é difícil de controlar qual sentimento predomina, o que te põe pra baixo, ou o que põe um sorriso no rosto. Transições de momentos de vida não são como trocar a roupa.

A questão é que há um começo, um meio e um fim, sendo que esse fim nem sempre é “para sempre” como aprendemos com as novelas ou livros, porque pessoas e situações vem e vão, ou nunca surgem, ou nunca voltam. Isso às vezes machuca, há tempos em que nos sentimos melhor rodeados, há tempos que não, ficamos insatisfeitos e carentes. Mas o importante é ter a consciência de vai passar, desde o começo, tanto o que bom, quanto o que é ruim. Não é fácil, eu tô sentindo na pele o quanto não é fácil, mas é certo é preciso se alegrar e valorizar o que se tem e enquanto se tem. E esse é o meu esforço.

Começo, meio e fim

Carênciamor

pensamento

Eu tinha certeza que o amava. Passei um tempo longe, não senti tanto sua falta, cheguei então à conclusão de que era pura carência, não amor. Até porque nesse tempo que longe fiquei me apaixonei oor outro. Paixão louca, como há muito não sentia. Questão de chorar por horas na hora de partir. De sofrer e sofrer, ficar esperando a cada minuto pelo menos um oi no whatsapp, porém sabia que as férias já tinham acabado e não iria vê-lo tão cedo e voltei para meus antigos sentimentos. Quando revi o primeiro, não me veio uma louca vontade de abraçar e matar a saudade. Porque não havia tanta saudade. Será um sinal de que não havia também tanto amor? Os meses foram passando, o amor de verão ficando longe e o amor antigo voltando. Porém, o cérebro sempre avisando “você sabe que não é amor, é carência”. Mas a carência, sentimento nem tão estimado quanto amor ou ódio, também te leva a atitudes irracionais e bem, vou ter que daqui pra frente, aprender a lidar com ela, ou sucumbir com ela. E olha, não sei nem qual o limite entre amor e carência, imagine decidir o que fazer com esse último sentimento.

Carênciamor