Mudando demais?

Não sei bem o que acontece, mas tenho dificuldade de manter amigos. Não consigo me aproximar das pessoas e criar laços duradouros. As pessoas se afastam de mim e eu me afasto delas. Em algum momento eu simplesmente sinto que não caibo mais na vida daquele amigo e nem ele na minha.

Sim, tenho vários colegas e pessoas na minha vida que conheço há muito tempo e sempre que nos vemos há carinho, há aquela sensação de parece que o tempo nem passou. Mas não é algo que é mantido, não é aquela amizade de todo dia.

Talvez seja porque mudo demais por dentro, estou sempre me tornando diferente, aprendendo algo que me faz querer mudar mais e mais meu estilo de vida e é difícil manter as mesmas pessoas na sua vida quando o que vocês pensam é muito diferente. É engraçado porque nunca tenho novidades para contar: moro na mesma casa, continuo na faculdade etc, mas por dentro, parece que tudo mudou!

Por um lado é bom, porque eu amo essas mudanças, me sinto aprendendo e evoluindo. Eu realmente sinto que essas mudanças são para melhor. Por outro lado é ruim não ter aquela mesma pessoa pra sempre estar ali, o seu amigo. Outro ponto negativo é uma certa insegurança nos relacionamentos pois se não consigo manter amigos porque conseguiria manter namorados?

Bem, isso não é uma reclamação, é mais uma reflexão interna só que para o mundo rs. Acho que essa situação me incomoda, mas não o suficiente para eu querer realmente fazer algo, inclusive porque eu me sinto em busca do que sou e do que quero (nem sei se chegarei nesse ponto rs, mas pelo menos posso estar mais pertinho do que estou hoje), então talvez eu ainda não esteja emanando para o mundo o que gostaria e acabo não atraindo isso de volta.

Mudando demais?

Sem lição de moral

happy alone

Estava conversando com um amigo que dizia o quanto criou uma dependência emocional de uma pessoa que estava distante, e eu pensei em escrever um texto sobre como é importante ser independente emocionalmente e blabla, mas não achei que eu deveria fazer isso exatamente, porque não era o que eu fazia e o que meu coração acha certo.

Acho que é importante ter uma independência emocional sim. Afinal, temos que nos aguentar. A vida tem momentos em que, mesmo que você tenha família, muitos amigos, namorado, será necessário estar somente consigo mesmo. E isso não é ruim, é só você tirando um tempo com você mesmo –  e possivelmente descobrindo que é uma ótima companhia pra si.

Agora, convenhamos, é bom ter um outro alguém pra se encostar, pra te dar a mão e te segurar quando a escalada for difícil. Acredito ser saudável, às vezes, tirar da cabeça essa “obrigação” de ser independente e rei de si, não adianta eu chegar e dar lição e dizer que devemos ser assim 100% do tempo. Porque eu não sou assim, acredito que não serei e nem quero, sinceramente.

A questão é, devemos procurar estar bem com o nosso próprio coração, estando solteiros, namorando ou casados. Com ou sem família por perto. A única pessoa que realmente vai estar conosco 24 horas por dia somos nós mesmos, teremos que enfrentar nossas bads sozinhos. E também bons momentos, já experimentou ir numa exposição ou no cinema sozinho? Recomendo.

Enfim, disse ao meu amigo que devemos manter nossa independência emocional porque nunca sabemos quando um pé na bunda, por exemplo, vem. Mas também acho com todo meu coração, que quando ele tiver com quem compartilhar amor, ele deve fazer isso plenamente. Ele não tem que criar uma parede inquebrável entre o coração dele e o mundo exterior e perder todos os altos e baixos que a vida traz por medo.

Sem lição de moral

Perdida

One way or another?Quando mais nova eu era daquelas pessoas que sabiam o que queriam. Eu sabia que eu queria ir pra o Cefet no ensino médio, sabia o curso que eu queria fazer. Sabia que eu queria ir pra universidade federal, e sabia qual era a federal que eu queria. Não demorou muito pra eu escolher o curso também. Quando mais nova ainda, criança, eu sabia que queria casar, a idade que isso iria acontecer e quantos filhos queria ter.

O tempo passou e algumas coisas seguiram da forma que eu esperava, outras não. Coisas que eu tinha certeza que eu queria, eu não quero mais. Muita coisa eu desejei e não consegui. Além disso, eu mudei, o mundo à minha volta mudou e tudo passou a ter um sentido diferente. O padrão de vida que eu idealizava quando criança ou pré-adolescente simplesmente não vai ser possível, eu não sou a adulta comum que eu pensava que seria, não dentro daquele padrão que minha mãe e a mídia da época mostravam.

Eu me desespero quando perguntam sobre o futuro, sobre o que vou fazer quando eu terminar a faculdade, sobre sonhos. Porque eu simplesmente não sei, e no meu caso em particular, quando eu terminar a faculdade terei algumas decisões além de “emprego ou mestrado?”. As coisas tem se mostrado complicadas no momento. As poucas ideias que eu tenho do que pode vir a acontecer, que eu vou fazer, são de caminhos óbvios mas que eu não creio que vão me fazer feliz.

Talvez eu tenha tomado alguma decisão errada, me iludido e me perdido demais. Não sei. Só sei que hoje eu estou aqui e não tenho ideia do que fazer. Tenho a impressão de que preciso me reinventar completamente. Eu me sinto perdida em todas as áreas possíveis da minha vida. Pra variar, também não tenho ideia do que fazer pra me reinventar, então por enquanto eu simplesmente vou me deixando levar, não sei até quando. Talvez daqui há 10, 20 anos ainda possa estar assim, ou ter me achado um pouco mais, eu só espero, no mínimo, ter coletado muito mais coisas boas da vida do que ruins.

Ah, e se você também está perdido, saiba que definitivamente não é o único a se sentir assim.

Perdida

O quanto conhecemos o outro?

Eu não sei se vocês já tiveram a experiência de ler um blog de um amigo, mas um blog daqueles com textão, sabe!? Eu sempre me surpreendo quando eu leio textos de amigos, sempre descubro um lado que eu nunca imaginei existir em pessoas às vezes tão próximas de mim.

Nunca podia imaginar que aquela menina meio fria na verdade escreve vários textos românticos e fervorosos. Aquele menino que parece super equilibrado na verdade é super ansioso e sofre com isso. Eu frequentemente chego às mesmas conclusões: O ser humano é multifacetado, cheio de meandros, muito difícil de se conhecer por completo. Fora o fato de que estamos em constante mudança (ainda bem!).

Por isso também é muito difícil julgar alguém e suas atitudes e decisões. Nunca sabemos por tudo o que a pessoa já passou e passa, jamais. Não sabemos como ela pensa. Muitas vezes temos dificuldade para organizar e entender nossa própria mente, imagine a mente alheia. Não estou dizendo que eu não julgo, claro que acabo caindo nessa, mas tenho tentado evitar.

Eu penso também o quanto meus amigos se surpreenderiam se lessem o que eu escrevo – apesar de eu não escrever tanto assim. Eu acho divertido ver as reações quando entram no meu last.fm pra ver o que eu escuto, porque as pessoas sempre se surpreendem.

Termino com uma imagem que tem uma frase que me fez refletir bastante quando a li e que eu tento tornar realidade na minha vida, apesar de ter falhado ultimamente, admito.

be kind
“Todas as pessoas que você encontra estão lutando uma batalha sobre a qual você nada sabe. Seja gentil. Sempre”

Beijos

 

O quanto conhecemos o outro?

Metas para 2015

Nunca tinha feito uma lista de metas para o ano que está por vir, mas vendo tanta gente que sigo no youtube ou no instagram fazendo essa lista, me perguntei “Por que não fazer uma também?”. Talvez em fevereiro eu nem lembre mais que fiz, porém espero lembrar e espero que essa lista me ajude a manter o foco durante o ano. Outra coisa legal de fazer essa lista é porque ela te faz pensar onde você errou e o que você pode e quer melhorar no ano seguinte 🙂

metas2015

 
Essas são as fotos da minha listinha, talvez eu ainda possa adicionar alguns itens a ela no início de 2015. Os itens da minha lista, em geral, não são palpáveis, digamos assim. São mais pra eu mudar minha mentalidade mesmo, melhorar o quanto eu me esforço pra que as coisas deem certo pra mim, porque eu sei que muitas das coisas que deram errado esse ano foi por desleixo próprio, então quero construir um 2015 melhor.

Desejo um ótimo 2015 pra você, com muitas conquistas!
Beijinhos

Metas para 2015

Live and let live

liberdade

O título do post é meio auto-explicativo, “live and let live”, em tradução literal, “viva e deixe viver”, ou seja: Deixe os outros em paz!

Eu tenho 20 anos e não me sinto nada adulta, mas ao mesmo tempo percebo que não sou a mesma adolescente de um tempo atrás super preocupada com as atitudes alheias e principalmente com o que os outros pensam das minhas atitudes. Por mais que hoje a vida seja mais enrolada e atarefada que naquele tempo, eu gosto de ser mais velha pelo fato de ter me livrado de algumas paranoias e me preocupar menos com o que os outros pensam, e me irrito com quem faz perguntas do tipo “mas por que você não faz isso ou aquilo (igual a todo mundo)?”. Olha, me desculpem mas vocês que fazem isso são uns chatos. Muito chatos.

Um exemplo bem banalzinho: conheço pessoas que sempre quiseram fazer tatuagens porém não faziam porque eram menores de idade e os pais não permitiam, então sempre viram tatuagem como algo super legal e libertador, e algumas dessas pessoas já me falaram (idiotamente): “Mas como você não quer fazer tatuagem? Você nunca pensou nisso? Por queeeeeeeee não? Você é desse mundo?”. Não, não quero tatuagem. Sou desse mundo. E não quero porque não quero, oras! Tem outros motivos, tipo porque sou muito inconstante e sei que me arrependeria no dia seguinte de ter feito. Mas, em geral, apenas não quero. Posso ter o direito de não querer? Nem comento o meu sentimento por quem fala que eu deveria alisar meu cabelo. Humpf.

Fico irritada com quem se importa com o que os outros estão vestindo, principalmente na faculdade. É faculdade, não é São Paulo Fashion Week. Quem quiser ir bem arrumado, vá. Quem quiser ir de roupas que mais parecem pijamas (o que é comum em alguns países), vá. Parei com essa coisa de “fulano é estranho, olha como ele se veste ou do que ele gosta”, até porque achei em várias pessoas consideradas estranhas, qualidades maravilhosas que as “pessoas normais” que conheço passam longe de ter. Fora isso, quem sou eu pra julgar? Sou bem fora dos padrões, por fora e por dentro também. Cada um tem suas peculiaridades, que devem ser respeitadas e deixadas em paz. Pense bem nos seus defeitos ou características fora do padrão antes de julgar ou se meter na vida e nas escolhas alheias. Fica a dica.

Live and let live