Utopia

sleep at night

Não sei se acredito no mundo, se acredito no ser humano. Eu basicamente sinto que dependo de que as pessoas tenham um surto, ou algo assim, de clareza e parem de recriminar e boicotar o bem estar dos outros, que todos possam viver em paz. Que haja igualdade.
Sinto que é acreditar numa utopia, sinto que devo talvez me conformar que, pelo menos enquanto eu viver, eu veja pouco do que eu desejo acontecer, ou talvez nada.
Isso também é ruim porque toca no ego. É uma lógica simples: se sinto que as pessoas parecem ser ruins e eu também sou uma pessoa, estou propícia a ser ruim também.
Claro que sei que não sou e ninguém é perfeito, mas o ego se sente machucado cada vez que isso é jogado na cara dele. Seria eu a vilã de alguém? Luto para que não.
Luto para não seguir nem por um segundo a mesma linha de raciocínio dos que discriminam, abusam, apontam o dedo e derrubam uma felicidade sendo construída.
E assim eu vivo, mas admito: às vezes é dificil pensar em tudo isso e dormir.

Utopia

Amor

Eu não sei se eu te amo. Se eu me importo sempre. Se eu te quero sempre.

Se amor for essa constante, esse desejar e pensar e se preocupar 24/7, aí eu não te amo. Mas se amor for algo mais próximo de lembrar do bem que você me faz, mas não a cada minuto, de não desejar você ardentemente toda hora, mas adorar sua presença e querer sua felicidade acima de tudo, então eu te amo.
Eu não sei ser posse, nem possuir. Talvez isso me confunda, te confunda. Não sei me doar, não sei te receber, mas sinto que a gente junto consegue formar algo muito bom. Talvez não sejamos um, mas dois que juntos -ou separados- formam algo belo e especial.

Amor

Mudando demais?

Não sei bem o que acontece, mas tenho dificuldade de manter amigos. Não consigo me aproximar das pessoas e criar laços duradouros. As pessoas se afastam de mim e eu me afasto delas. Em algum momento eu simplesmente sinto que não caibo mais na vida daquele amigo e nem ele na minha.

Sim, tenho vários colegas e pessoas na minha vida que conheço há muito tempo e sempre que nos vemos há carinho, há aquela sensação de parece que o tempo nem passou. Mas não é algo que é mantido, não é aquela amizade de todo dia.

Talvez seja porque mudo demais por dentro, estou sempre me tornando diferente, aprendendo algo que me faz querer mudar mais e mais meu estilo de vida e é difícil manter as mesmas pessoas na sua vida quando o que vocês pensam é muito diferente. É engraçado porque nunca tenho novidades para contar: moro na mesma casa, continuo na faculdade etc, mas por dentro, parece que tudo mudou!

Por um lado é bom, porque eu amo essas mudanças, me sinto aprendendo e evoluindo. Eu realmente sinto que essas mudanças são para melhor. Por outro lado é ruim não ter aquela mesma pessoa pra sempre estar ali, o seu amigo. Outro ponto negativo é uma certa insegurança nos relacionamentos pois se não consigo manter amigos porque conseguiria manter namorados?

Bem, isso não é uma reclamação, é mais uma reflexão interna só que para o mundo rs. Acho que essa situação me incomoda, mas não o suficiente para eu querer realmente fazer algo, inclusive porque eu me sinto em busca do que sou e do que quero (nem sei se chegarei nesse ponto rs, mas pelo menos posso estar mais pertinho do que estou hoje), então talvez eu ainda não esteja emanando para o mundo o que gostaria e acabo não atraindo isso de volta.

Mudando demais?

Esperar do Outro

Já havia ouvido que não devemos esperar nada do outro, criar expectativas sobre o comportamento de uma pessoa. Faz sentido na frase e ultimamente tem feito sentido na vida também.

Tenho percebido que venho me decepcionado com pessoas ao redor. Não porque elas fizeram algo grave. Algumas de fato foram irresponsáveis, mas outras me fizeram ficar chateada por coisas do bobas, como ter uma opinião diferente da minha, ou simplesmente por ter menos conhecimento em certos assuntos e mais em outros do que eu.

Claro, é chato quando alguém não cumpre com seus compromissos, essa pessoa não está certa. É chato também quando alguém tem uma opinião que, digamos, te faz duvidar do caráter daquela pessoa.

Mas aí eu me pergunto: O que tem nisso que tanto me incomoda? Quais são os fatores dessa situação que me fazem ficar tão decepcionada e até mesmo brava com algumas pessoas? As atitudes dela? Também. Mas não só isso. Eu esperava MUITO dessa pessoa, esperava a mais do que ela tem a me oferecer.

O outro não leu os mesmos textos e ouviu as mesmas músicas que eu, passamos por dores e alegrias diferentes, contextos diversos de vida. Essa pessoa não sou eu. Então não posso esperar dela o que eu faria, não posso supor um comportamento. Supor que ela vá ser o que ela não é.

A minha conclusão disso foi que grande parte do incômodo que sinto vem de mim, e não do outro. Isso não significa não estar atenta e sempre relevar o que outros fazem de errado, mas não deixar aquilo me incomodar tanto a ponto de me consumir. Essa é só uma visão que tenho tido da minha situação atual. Aceito novas visões (e não vou ficar brava haha).

p.s: Quanto tempo sem escrever, que saudades eu estava de fazer isso!

Esperar do Outro

Insegurança?

don't lose yourself in your fearSabe quando as coisas na sua vida estão fluindo tão normalmente e supostamente você deveria estar de cabeça fria mas não está? Então.

Os mais esotéricos diriam que é porque eu sou capricorniana, logo, pessimista (não desacredito dessa tese, na verdade). Mas a questão é ver como a mente é forte, mesmo estando praticamente tudo certo no ambiente externo, a sua mente fica jogando frases do tipo “mas e se isso ou aquilo não der certo? não durar? etc etc”. É chato.

E, sabe, não dá pra fugir dos próprios pensamentos. Não sei se é uma mente negativa  tipicamente capricorniana, se é uma insegurança que até então desconhecia, medo de perder algo muito valioso. Não sei.

No momento, só quero me cercar de calma e energias boas na medida do possível, e não deixar o pessimismo tomar conta, porque sinceramente, ele não tem ajudado em nada.

Insegurança?

Perdida

One way or another?Quando mais nova eu era daquelas pessoas que sabiam o que queriam. Eu sabia que eu queria ir pra o Cefet no ensino médio, sabia o curso que eu queria fazer. Sabia que eu queria ir pra universidade federal, e sabia qual era a federal que eu queria. Não demorou muito pra eu escolher o curso também. Quando mais nova ainda, criança, eu sabia que queria casar, a idade que isso iria acontecer e quantos filhos queria ter.

O tempo passou e algumas coisas seguiram da forma que eu esperava, outras não. Coisas que eu tinha certeza que eu queria, eu não quero mais. Muita coisa eu desejei e não consegui. Além disso, eu mudei, o mundo à minha volta mudou e tudo passou a ter um sentido diferente. O padrão de vida que eu idealizava quando criança ou pré-adolescente simplesmente não vai ser possível, eu não sou a adulta comum que eu pensava que seria, não dentro daquele padrão que minha mãe e a mídia da época mostravam.

Eu me desespero quando perguntam sobre o futuro, sobre o que vou fazer quando eu terminar a faculdade, sobre sonhos. Porque eu simplesmente não sei, e no meu caso em particular, quando eu terminar a faculdade terei algumas decisões além de “emprego ou mestrado?”. As coisas tem se mostrado complicadas no momento. As poucas ideias que eu tenho do que pode vir a acontecer, que eu vou fazer, são de caminhos óbvios mas que eu não creio que vão me fazer feliz.

Talvez eu tenha tomado alguma decisão errada, me iludido e me perdido demais. Não sei. Só sei que hoje eu estou aqui e não tenho ideia do que fazer. Tenho a impressão de que preciso me reinventar completamente. Eu me sinto perdida em todas as áreas possíveis da minha vida. Pra variar, também não tenho ideia do que fazer pra me reinventar, então por enquanto eu simplesmente vou me deixando levar, não sei até quando. Talvez daqui há 10, 20 anos ainda possa estar assim, ou ter me achado um pouco mais, eu só espero, no mínimo, ter coletado muito mais coisas boas da vida do que ruins.

Ah, e se você também está perdido, saiba que definitivamente não é o único a se sentir assim.

Perdida

Ai, a paixão

amor

Li um texto dia desses com o qual concordei. Nele, a autora falava que não gostava de se apaixonar. Que sim, era bom o sentimento de paixão, mas quando tudo acabava, o sentimento era tão ruim que não compensava o tempo apaixonada. Eu sei o quão mal eu fico com desilusões amorosas, todos ficam mal, mas uns superam mais rápido, ou sofrem menos. Eu sofro tudo o que tenho que sofrer por um bom tempo. Como entrada, prato principal, sobremesa e ainda repito nesse negócio de sofrer por paixão.

A questão é que eu não sei se consigo viver sem isso e se quero viver sem isso. Amar, sofrer, ganhar, quebrar a cara, faz parte. Tudo isso simplesmente faz parte da vida. Não posso ser masoquista ou boba e ficar para sempre apostando em algo sem futuro, mas não quero deixar de viver coisas boas porque amanhã eu posso vir a sofrer. Hoje eu posso estar em um chato processo de superação, mas isso termina. Pode demorar mais um pouquinho e essa coisa que é a paixão pode ainda não ter se acalmado, mas vai.

Então eu concordo que paixão muitas vezes pode não compensar, mas muita coisa nessa vida pode acabar não compensando. E já que é assim, por enquanto quero ficar na minha e sair fortalecida disso, mas depois eu sei bem que vou acabar simplesmente voltando a essas coisas que não compensam.

Ai, a paixão

Crise Existencial

Crise existencial é algo que eu vivo tendo e ultimamente com maior frequência. Isso me fez inclusive ficar afastada do blog, porque eu me sinto muito hipócrita de dar dicas e falar coisas que eu quero que ajudem e deixem as pessoas felizes, sendo que nem eu mesma estou conseguindo me fazer feliz. Mas pensando bem, eu não sou a única a ter crises no mundo né rs?

Na verdade todas as minhas crises existenciais mais fortes me trouxeram grandes aprendizados. Olhando para trás eu vejo que eu sempre saí mais fortalecida. E por isso é bom estar triste? Não. Claro que não. Mas a questão é que para não me derrubar por completo, tenho que encontrar minha alegria em pequenas coisas, uma delas pode ser a simples esperança de que quando eu voltar a ficar alegre, eu vou ganhar muito mais que um sorriso, eu vou ganhar sabedoria.

Dessa vez, acredito que eu vá aprender a me pôr no mais no controle. Afinal, no momento, os motivos principais que me deixam pra baixo são por culpa minha, por expectativas que criei. Eu percebi que sempre concordei com “você não pode esperar que o outro te faça feliz, você tem que ser feliz por você mesmo”, mas eu mesma não colocava isso em prática – infelizmente, ainda não coloco. Eu não posso esperar que aquele cara vá me trazer a felicidade que falta. Se eu tô triste e insegura hoje, eu tenho que ir atrás de mudar isso, não só esperar pelo fulano.

Enfim, esse texto é mais para mim mesma do que para outras pessoas, é para que eu me lembre de seguir em frente, para eu lembrar que hoje pode estar ruim, e é por isso mesmo que eu tenho que seguir em frente e fazer algo por mim, para que o futuro seja diferente.

Crise Existencial