Bolo de Cenoura

Não, não é uma receita de bolo de cenoura. Eu venho falar de talentos e missões. Na verdade, grande parte do meu discurso é inspirado numa fala da Flávia Melissa, que cada um tem sua missão na Terra e sua missão pode ser até fazer o melhor bolo de cenoura que há.

Foi ótimo para mim ouvir isso, pois estamos numa época em que tudo é inovação: Se você é jovem você TEM que ter espírito empreendedor, TEM que ter novas ideias senão é só mais um. Claro que é muito legal que pessoas criem algo novo, empreendam. De fato, é uma das partes importantes para que o mundo vá para frente. A questão é que nem todos tem esse talento, esse dom ou essa missão (eu, sinceramente, creio que não tenho).

Hoje, não importa se você é muito bom executando uma tarefa, se aquela ideia não é genuinamente sua, você “não é tão bom assim”, acaba sendo desvalorizado. Se você trabalha desenvolvendo algo, você é legal. Mas se você tem ideias, você é super legal. Ainda que sequer trabalhe naquela ideia.

A questão é que nem todo mundo vai revolucionar a humanidade, vai criar a máquina do tempo e mais trocentas coisas muito legais. Mas, se você for bom fazendo uma coisa muito pequena, que talvez só uma ou duas pessoas reparem, ou só você mesmo repare, porque é algo muito simples e pessoal, mas é feito por você e TE faz feliz (como um bolo de cenoura), isso já um grande motivo pra você sorrir e saber que, sim, você faz algo especial nesse universo.

 

 

Bolo de Cenoura

Coisas Boas

Aí você tá lá seguindo seu caminho, já tem certeza que certos planos não vão dar certo, segue na bad e de repente é como se sua vida fosse um pote que é virado e sacudido, então tudo muda. Um bom momento vem, aquilo que você já tinha dado como perdido, acontece!

O costume de estar mal é tanto que você demora pra perceber que aquilo aconteceu que o horóscopo tava certo e sua vida ia mudar, que as coisas deram certo. Mas a questão aqui não é dizer que algo bom ocorreu, que eu me sinto feliz com isso etc. A questão é o estranhamento de lidar com um momento bom.

Eu me imaginava explodindo de alegria, que nem uma maluca, mas sinto que minha felicidade vem aos poucos. Eu fiquei desconfiada das coisas boas, fiquei pé no chão. É como se minha alegria estivesse tímida e fosse aos poucos se soltando. Também percebi que eu, infelizmente, ligo mais pra opinião dos outros do que eu pensava. Tive que me forçar a pensar “eu não posso deixar de fazer o que faz meu coração sorrir porque os outros vão estranhar”.

Enfim, cada tristeza e felicidade tem sua peculiaridade, porque vêm em momentos da vida diferentes e por razões diferentes, e é necessário conseguir viver e lidar com elas – mesmo a tristeza, que é certamente mais difícil e que não se pode culpar-se por vivê-la. Mas tudo que passamos nos traz momentos e sabedorias únicas, e é isso que eu espero continuar a ter da minha vida.

p.s.: E eu não quero colocar uma imagem nesse post porque sinceramente não consigo pensar em algo representativo pra o que sinto rs. Então em vez de imagem vou só desejar muito amor pra vocês, que é melhor.

Coisas Boas

Perdida

One way or another?Quando mais nova eu era daquelas pessoas que sabiam o que queriam. Eu sabia que eu queria ir pra o Cefet no ensino médio, sabia o curso que eu queria fazer. Sabia que eu queria ir pra universidade federal, e sabia qual era a federal que eu queria. Não demorou muito pra eu escolher o curso também. Quando mais nova ainda, criança, eu sabia que queria casar, a idade que isso iria acontecer e quantos filhos queria ter.

O tempo passou e algumas coisas seguiram da forma que eu esperava, outras não. Coisas que eu tinha certeza que eu queria, eu não quero mais. Muita coisa eu desejei e não consegui. Além disso, eu mudei, o mundo à minha volta mudou e tudo passou a ter um sentido diferente. O padrão de vida que eu idealizava quando criança ou pré-adolescente simplesmente não vai ser possível, eu não sou a adulta comum que eu pensava que seria, não dentro daquele padrão que minha mãe e a mídia da época mostravam.

Eu me desespero quando perguntam sobre o futuro, sobre o que vou fazer quando eu terminar a faculdade, sobre sonhos. Porque eu simplesmente não sei, e no meu caso em particular, quando eu terminar a faculdade terei algumas decisões além de “emprego ou mestrado?”. As coisas tem se mostrado complicadas no momento. As poucas ideias que eu tenho do que pode vir a acontecer, que eu vou fazer, são de caminhos óbvios mas que eu não creio que vão me fazer feliz.

Talvez eu tenha tomado alguma decisão errada, me iludido e me perdido demais. Não sei. Só sei que hoje eu estou aqui e não tenho ideia do que fazer. Tenho a impressão de que preciso me reinventar completamente. Eu me sinto perdida em todas as áreas possíveis da minha vida. Pra variar, também não tenho ideia do que fazer pra me reinventar, então por enquanto eu simplesmente vou me deixando levar, não sei até quando. Talvez daqui há 10, 20 anos ainda possa estar assim, ou ter me achado um pouco mais, eu só espero, no mínimo, ter coletado muito mais coisas boas da vida do que ruins.

Ah, e se você também está perdido, saiba que definitivamente não é o único a se sentir assim.

Perdida

Carta pra mim

IMG_20150224_214420

Rondando pelos vlogs e blogs por aí, cheguei há cerca de um mês em um vídeo da Flávia Calina no qual ela escrevia uma carta para ela mesma ler alguns anos depois. Já tinha ouvido falar em fazer isso mas nunca tinha me encorajado pra fazer. Depois do vídeo dela pensei “vou fazer isso também!”, mas logo esqueci. Então há uns dois dias cheguei no blog Meninices da Vida, que até então eu não conhecia e li o post cujo título é 10 Maneiras de Praticar o Amor Próprio e o primeiro item da lista é “Escreva uma carta de amor pra si mesmo”. Eu achei bem interessante e lembrei do vídeo da Flávia Calina e resolvi realmente fazer a tal carta.

Juntei então as duas coisas: Na carta, escrevi como anda a minha vida atualmente e o que eu desejo pra o futuro e escrevi também uma carta de amor pra mim, dizendo porque eu gosto de mim, o que eu tenho de bom e o que eu posso melhorar. Quando eu comecei a escrever saíram umas lagrimazinhas do olho rs. Porque eu já tive muitos problemas com auto confiança e na verdade, essa é uma área que eu tenho que trabalhar a cada dia. Então enxergar coisas boas em mim mesma me fez ficar até emocionada.

A carta já está terminada, coloquei num envelope feito a mão mesmo e já lacrei. O plano é abri-la só depois que eu terminar a faculdade, o que deve acontecer em mais ou menos dois anos e meio. Não é um prazo tão grande assim, mas como eu tenho muitas dúvidas com relação ao que fazer depois da faculdade, eu acho que será um momento válido de reler o que eu penso hoje.

Minha recomendação é que você também faça isso. Foi uma experiência bacana de contato comigo mesma e acho que será bacana novamente quando eu for reler essa carta.

Bem, por hoje é isso. Beijoss

Carta pra mim

Live and let live

liberdade

O título do post é meio auto-explicativo, “live and let live”, em tradução literal, “viva e deixe viver”, ou seja: Deixe os outros em paz!

Eu tenho 20 anos e não me sinto nada adulta, mas ao mesmo tempo percebo que não sou a mesma adolescente de um tempo atrás super preocupada com as atitudes alheias e principalmente com o que os outros pensam das minhas atitudes. Por mais que hoje a vida seja mais enrolada e atarefada que naquele tempo, eu gosto de ser mais velha pelo fato de ter me livrado de algumas paranoias e me preocupar menos com o que os outros pensam, e me irrito com quem faz perguntas do tipo “mas por que você não faz isso ou aquilo (igual a todo mundo)?”. Olha, me desculpem mas vocês que fazem isso são uns chatos. Muito chatos.

Um exemplo bem banalzinho: conheço pessoas que sempre quiseram fazer tatuagens porém não faziam porque eram menores de idade e os pais não permitiam, então sempre viram tatuagem como algo super legal e libertador, e algumas dessas pessoas já me falaram (idiotamente): “Mas como você não quer fazer tatuagem? Você nunca pensou nisso? Por queeeeeeeee não? Você é desse mundo?”. Não, não quero tatuagem. Sou desse mundo. E não quero porque não quero, oras! Tem outros motivos, tipo porque sou muito inconstante e sei que me arrependeria no dia seguinte de ter feito. Mas, em geral, apenas não quero. Posso ter o direito de não querer? Nem comento o meu sentimento por quem fala que eu deveria alisar meu cabelo. Humpf.

Fico irritada com quem se importa com o que os outros estão vestindo, principalmente na faculdade. É faculdade, não é São Paulo Fashion Week. Quem quiser ir bem arrumado, vá. Quem quiser ir de roupas que mais parecem pijamas (o que é comum em alguns países), vá. Parei com essa coisa de “fulano é estranho, olha como ele se veste ou do que ele gosta”, até porque achei em várias pessoas consideradas estranhas, qualidades maravilhosas que as “pessoas normais” que conheço passam longe de ter. Fora isso, quem sou eu pra julgar? Sou bem fora dos padrões, por fora e por dentro também. Cada um tem suas peculiaridades, que devem ser respeitadas e deixadas em paz. Pense bem nos seus defeitos ou características fora do padrão antes de julgar ou se meter na vida e nas escolhas alheias. Fica a dica.

Live and let live

Sobre o Futuro

felicidade, diversãoTem-se na cabeça que para ser bem sucedido nos dias de hoje, é necessário basicamente fazer faculdade. Claro que esse realmente pode ser um bom caminho, e que eu sigo aliás, mas chega um dia que o cansaço bate. Passar o dia inteiro fora, chegar em casa e ter que fazer o que mesmo? Ah, estudar. Nada de qualquer outra atividade, nada de nada além dos livros e apostilas. Eu inclusive deveria estar estudando e não aqui sentada em frente ao computador escrevendo este texto.

Aí dizem que fazendo faculdade o futuro vai ser incrível, teremos boas oportunidades etc. Ok. Mas e o agora? Não acho que não devamos pensar no futuro, mas, sinceramente, não sabemos se teremos sequer um amanhã, que dirá mais muitos anos. Poxa, eu não posso ser feliz a cada dia da minha vida? Ser feliz e garantir o futuro virou dicotomia? Tenho pensado muito sobre isso, inspirada no meu crescente cansaço e hoje, ouvi a conversa entre duas mulheres no ponto de ônibus, uma delas universitária dizendo que está estudando muito e que não sabe se vai ter paciência para o mestrado e muito menos para o doutorado, e a outra mulher disse algo que fez uma sirene gritar na minha cabeça: “Pois é, você estuda e estuda, mas aí os seus outros sonhos vão ficando para trás”. Bateu até uma tristezinha no coração nessa hora.

Poxa, eu gosto do curso que escolhi, mas gosto também de muitas outras coisas, eu queria ter tempo pra ir no cinema, pra ir em exposições, pra viajar, pra aprender coisas diferentes das que aprendo na área que escolhi. Eu queria os dois, continuar minha faculdade, mas queria também ter tempo para outras atividades (ou “não atividades” como deitar no sofá, comer pipoca e assistir A Lagoa Azul rs) e isso inclusive me leva a outra discussão, sobre a carga horária excessiva das faculdades públicas brasileiras, mas isso é assunto para outra hora.

Parece besteira falar que queria ter pelo menos alguns minutinhos de ociosidade, mas sim, saibam que isso é muito importante para nossa saúde mental. Enfim, esse blablabla todo acima foi apenas para dizer que a pergunta que agora ecoa na minha mente é até que ponto as coisas valem a pena, até que ponto alguma coisa é realmente mais importante que a outra? E meu desafio é descobrir como conciliar a minha felicidade às “obrigações” que tenho quanto ao meu futuro. E juro, se eu dia eu descobrir, eu volto aqui para contar.

Sobre o Futuro