ENEM: tem algo muito errado

O tema é manjado, eu sei. Mas tem ENEM todo ano, então todo ano dá pra falar. Não tenho conhecimentos profundos em educação, só sei como se dá o ingresso na universidade em um ou outro país além do Brasil. Mas basta olhar os vídeos das pessoas no ENEM pra perceber que tem algo muito errado.

enem logo
Um ensaio para a vida… Que vida então, né!?

Claro que muitos dos atrasos no ENEM e resultados ruins ocorrem por falta de responsabilidade ou real preocupação e interesse em fazer a prova, mas tem as exceções também. É muito louco ver alguém que vem estudando por um ano perder a prova e perder o ano inteiro de estudos. Não se sabe exatamente os critérios da pontuação do ENEM, que podem até ser bons, mas como saber? E temos as correções de redações duvidosas.

Eu, como estudante, vejo grande parte do meu processo educacional até aqui como uma grande loucura. Acho a forma que entrei na universidade – ENEM – uma outra loucura. A pressão que se coloca nas pessoas que vão fazer essa prova pra valer é também uma loucura. Dois dias de prova pra mostrar que seus anos de estudo valeram a pena. Se não for aprovado lá no SiSU, nada importa os 9 e 10 que você tirou no ensino médio.

É muito difícil discutir métodos de ingresso na universidade no Brasil. Todos sabem que o ensino público é diferente do particular, que há muita diferença entre as próprias escolas particulares. Que quem pode pagar cursinho tem mais chances de se dar melhor. Verificar o histórico escolar poderia mostrar o quanto aquele aluno foi dedicado, mas não garantiria que ele tem uma boa base escolar.

O que quero dizer e já disse aqui no texto, é que tem algo muito errado na educação brasileira, é um conclusão intuitiva, basta ver as reportagens sobre o ENEM, basta olhar pra trás e ver o quanto sua vida escolar poderia ter sido melhor. Aqui, pra você saber um pouco mais, você tem que se esforçar e muito, a escola não te dá base. Resta desejar boa sorte aos futuros ingressantes em universidades, que pra eles seja melhor do que tem sido pra nós nos últimos anos.

ENEM: tem algo muito errado

Live and let live

liberdade

O título do post é meio auto-explicativo, “live and let live”, em tradução literal, “viva e deixe viver”, ou seja: Deixe os outros em paz!

Eu tenho 20 anos e não me sinto nada adulta, mas ao mesmo tempo percebo que não sou a mesma adolescente de um tempo atrás super preocupada com as atitudes alheias e principalmente com o que os outros pensam das minhas atitudes. Por mais que hoje a vida seja mais enrolada e atarefada que naquele tempo, eu gosto de ser mais velha pelo fato de ter me livrado de algumas paranoias e me preocupar menos com o que os outros pensam, e me irrito com quem faz perguntas do tipo “mas por que você não faz isso ou aquilo (igual a todo mundo)?”. Olha, me desculpem mas vocês que fazem isso são uns chatos. Muito chatos.

Um exemplo bem banalzinho: conheço pessoas que sempre quiseram fazer tatuagens porém não faziam porque eram menores de idade e os pais não permitiam, então sempre viram tatuagem como algo super legal e libertador, e algumas dessas pessoas já me falaram (idiotamente): “Mas como você não quer fazer tatuagem? Você nunca pensou nisso? Por queeeeeeeee não? Você é desse mundo?”. Não, não quero tatuagem. Sou desse mundo. E não quero porque não quero, oras! Tem outros motivos, tipo porque sou muito inconstante e sei que me arrependeria no dia seguinte de ter feito. Mas, em geral, apenas não quero. Posso ter o direito de não querer? Nem comento o meu sentimento por quem fala que eu deveria alisar meu cabelo. Humpf.

Fico irritada com quem se importa com o que os outros estão vestindo, principalmente na faculdade. É faculdade, não é São Paulo Fashion Week. Quem quiser ir bem arrumado, vá. Quem quiser ir de roupas que mais parecem pijamas (o que é comum em alguns países), vá. Parei com essa coisa de “fulano é estranho, olha como ele se veste ou do que ele gosta”, até porque achei em várias pessoas consideradas estranhas, qualidades maravilhosas que as “pessoas normais” que conheço passam longe de ter. Fora isso, quem sou eu pra julgar? Sou bem fora dos padrões, por fora e por dentro também. Cada um tem suas peculiaridades, que devem ser respeitadas e deixadas em paz. Pense bem nos seus defeitos ou características fora do padrão antes de julgar ou se meter na vida e nas escolhas alheias. Fica a dica.

Live and let live

Falando Sério

Muito se tem falado sobre a eleição do pastor e deputado federal Marco Feliciano como presidente da Comissão dos Direitos Humanos, e sobre isso já deixo minha opinião bem clara: Um absurdo. O deputado mostrou-se racista, homofóbico e sexista, e mesmo tendo provas disso ainda foi capaz de negar. Mas essa questão tornou-se mais que política, virou religiosa.

Feliciano é um pastor evangélico e até aí não vejo problemas, as autoridades tem o direito de ter suas religiões, o fato de o Brasil ser um Estado laico não retira esse direito – muitas pessoas andam confundindo isso. Com toda essa polêmica, os evangélicos, que já vêm sendo mal vistos, agora sofrem enxurradas de ofensas quanto à sua capacidade intelectual, principalmente, o que é de uma puta imensa hipocrisia.

É muito cool hoje em dia falar mal de evangélicos, católicos etc. Eu discordo de muitos dos preceitos dessas religiões, mas não me sinto no direito de discriminar alguém por segui-las, assim como acho que ninguém, independente de religião, deve discriminar outros por cor, gênero, orientação sexual. Seria até contraditório me dizer livre de preconceitos por defender a liberdade de orientação sexual, por exemplo, mas ter preconceito religioso até a ponta do fio de cabelo.

Acredito que esse erro de julgamento ocorre por uma generalização e má representação dos evangélicos na política. Não é porque um Feliciano da vida ofende os homossexuais ou os negros que todos os que tem a mesma fé dele o fazem. Conheço evangélicos que amam e respeitam os homossexuais, não ficam apontando o dedo e soltando blasfêmias contra esses, acreditem.

Ou seja, a questão não é o fato de uma pessoa ser espírita, evangélica ou católica, é o fato de a pessoa ter um bom caráter ou não, e isso é algo que religião não define. Felicianos e Malafaias estão sujando a honra dos evangélicos, usando a religião como desculpa para a falta de respeito e amor ao próximo, o que não faz sentido, já que essas são bases cristãs.

Então vamos começar a respeitar a religião e opinião alheia. Não é porque eu não acredito em muitos dos preceitos cristãos que vou declarar guerra à eles. Mantenham-se firmes em lutar contra ideias preconceituosas, mas tenham em mente que a melhor forma de acabar com um preconceito não é criando outro.

Falando Sério